Biografia de Guaiçara

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Umpoco de nossa história - Os Fundadores

Em 1919, Elias Gonçalves Salvador comprou um sitio de treze alqueires, cuja terra localiza-se entre os quilômetros 162 e 163 da Estrada de Ferro (N.O.B.). Fixou, aí, duas turmas de trabalhadores: uma para tirar lenha, outra para extrair madeira. Nessa época, a Estrada de Ferro desenvolvia-se. Mas devido à distância entre os pontos de parada dos trens serem muito grande, resolveu-se criar um novo ponto, delimitado pelo engenheiro Dr. Napoleão, auxiliado pelo mestre de linha, Joaquim Fernandes, os quais encarregaram o feitor, Carlos Chaves de localizar o ponto no quilômetro 163 ? esse local ficou conhecido como ?Chaves do quilometro 163?. Isto ocorreu a 20 de março de 1920. Em fevereiro de 1924, teve inicio a construção da Estação sob orientação de Antônio Francisco dos Santos Júnior, que custeou todos os serviços. A inauguração da nova estação ocorreu a 24 de junho de 1924 ? dia de São João ? Ocasião que se trocou o nome ?Chave 163? para ?Guaiçara?, nome de origem indígena que designava um tipo de madeira muito abundante na região. Estiveram presentes a inauguração os Senhors Afonso Pena e Nilo Peçanha. Nesse mesmo ano, foi construído o Grupo Escolar, inaugurados a 24 de fevereiro de 1924 localizando-se na esquina onde se encontra, hoje, a EEPG ?Henrique Hunger?. Por volta de 1928 ou 1929, veio para Guaiçara um polonês de nome Castantino Lekezynka ? príncipe real polonês ? que se tornou secretario e guarda-livros da Máquina Santa Helena e de diversas casas comerciais. Faleceu em Guaiçara.

Primeiros Moradores

Em 1915, nas proximidades do local onde seria fixada a ?Chave 163?, chegaram os primeiros habitantes: Benedito Santana e José Mariano dos Santos. Em 1918, José Rodrigues Pascoal, como era conhecido ? nome verdadeiro: José Monteiro. Neste mesmo ano chegaram também: Joaquim José Rufino, Manuel Bueno, Pedro Felisbino Frutuoso e Arcângelo Campaner. Em 1919, como já vimos, Elias Gonçalves Salvador estabeleceu-se aqui. Em 1920, montou uma loja e pôs o Sr. Manuel Meira Abreu Morim como responsável por ela e pela venda de lotes. Começaram a chegar os primeiros habitantes: o casal, Ambrósio e D. Maria, que, depois de construir sua casinha, começou a edificar outras novas para os que chegavam. Pascoal Gracioto derrubou arvores, construindo uma pensão; nesse mesmo ano, Antônio Francisco dos Santos Júnior, tendo comprado os cem alqueires de terras, resolveu lotear parte dele a margem esquerda da Estrada de Ferro, e, em 1921, montou a serraria que trouxe de Hector Legru, para Guaiçara. Nesse mesmo ano, trouxe toda sua família. Com a serraria, veio a turma de serradores: Adelino Lisboa, Manuel Pereira, Manuel Piedade, Joaquim Antunes, Manuel Siqueira. No mesmo ano de 1921, construíram casas para os empregados da serraria e respectivas famílias. É dessa data também a construção de uma casa no local onde, hoje, se encontra o Sr. Roberto Pavoni, servindo, naquela época, como primeira farmácia, sendo o primeiro farmacêutico o Sr. Benvenute Oliveira de Souza, cujo irmão ? Milton Oliveira Souza ? foi o primeiro médico de Guaiçara. Também chegaram, em 1921, João Ferreira Nobre, O Sr. Levino e outros. A partir de então, Guaiçara desenvolveu-se. Ao se iniciar o ano de 1922, O Sr. Amorim desfez a sociedade com o Sr. Elias, para se estabelecer por conta própria. O Sr. Elias vendeu a loja para o Sr. Sebastião Vasconcelos que passou a dirigi-la, enquanto sua esposa, D. Maria, cuidava da pensão. O Sr. Guerino Toze comprou um lote de trinta alqueires, cuja terra corresponderia, hoje, ao espaço que começa a Rua Antônio Buzinaro e, acompanhado a Estrada de Ferro, chega ao Corrego Água Branca. Nesse terreno estabeleceu uma olaria, começando a produzir tijolos e telhas, possibilitando o surgimento das primeiras casas de alvenaria em Guaiçara. O próprio Guerino Toze construiu a casa onde se encontra, hoje, o Bar Suzuki. Nessa casa instalou-se o Sr. José Porro, com uma padaria ? a 2ª de Guaiçara ? e pensão, numa parte da casa, e, na outra parte estabeleceu-se o Sr. Clóvis da Vila Carvalho, com uma loja de tecidos e mercearia. Esta loja foi, depois, vendida para o Sr. José Ribeiro Mazei, o qual, tempos depois, a transferiu para a esquina da 9 de Julho com a Rua Osvaldo Cruz Em 1922, ainda, ocupando-se da vida comercial do patrimônio, a família Adas: Tomé, Abraão e Primo. Construíram uma casa comercial para secos e molhados. Pouco tempo depois, essa casa abrigará também a farmácia do Sr. Benvenute Oliveira Souza no consultório de seu irmão médico (Milton de Oliveira Souza) Quando aqui chegaram o Sr. Sebastião Vasconcelos e D. Maria, chegou também o Sr. Fausto Longo Batista Pereira que foi o primeiro ?tratador de dentes? (protético), de Guaiçara Em 1923, o Sr. Miguel Silveira e seu sogro ? de origem inglesa ? vieram montar uma maquina de café, arroz e descaroçadeira de algodão; contrataram para isso diversos empregados entre os quais a família Bisca (Antonio Batista) e seu pai, e o Sr. Herminio Paizan. O Sr. Francisco Serra Júnior ? farmacêutica ? montou uma farmácia na esquina da Rua 9 de julho com a Rua Osvaldo Cruz. Em 1924, o Sr. Martiniano Cruz mudou-se de Promissão para Guaiçara, montando o primeiro açougue. Em 1925, aqui chegou o Sr. Luiz Buzinaro. Em 1928, vindo de Itápolis, o Sr. Belmiro Lopes que comprou o cartório. Tambem nesse ano, o Sr. Sebastião Rebouças de Carvalho, numa época de grande movimento em negócio de compra e venda de terras. A família Rebouças mudou-se para Lins em 1855 Outros antigos moradores de Guaiçara: Francisco e Saide Jundi, Antônio Fernandes Dias, João Ferreira Nobre, o terceiro pedreiro guaiçarense: Antônio Abrantes, os japoneses: Soma Issamu e Soma Aasio, este construiu a maquina onde funcionou por muito tempo a fábrica de shoio; Dr. Arnaldo de Andrade Aires e muitos outros como Adão Afonso Costa, o guaiçarense que finacionou o município na hora da emancipação.

História Religiosa

O primeiro pároco de Guaiçara (era também de Promissão) foi o Pe. Durval Góis que, uma vez por mês, vinha celebrar missa, auxiliado, de quando em quando, pelo pároco de Lins e pelo Pe. Benedito Alves Monteiro; Pe. Januário; depois o Pe. Lino Braz Banwart; Pe. Eduardo Rebouças de Carvalho; Pe. João Cândito Carvalho Coimbra; Pe Albino; Pe. Hugo Gelain; os padres Carlos e Eugênio e Pe. Francisco; novamente Pe. João Cândido Carvalho Comibra; Pe. Osvaldo de Lima; Pe. José Pedro Batista, Milton Beca, Pe. Carlos e o atual Carlos Roberto Santana da Silva; não se esquecendo também que em longos períodos, houve a presença de diversos padres salesianos, como o Pe. João Pangote entre outros

História Política

Em 1923, foi instalado o Subdistrito de Guaiçara, sendo primeiro prefeito o Sr. Antônio Francisco dos Santos Júnior. O primeiro secretário foi o Sr. Vicente, até 1927; depois foi o Pedro Dutra Sobrinho que ocupou o cargo até a emancipação de Guaiçara em 1955 ? o qual completou o tempo para a aposentadoria como subprefeito. Além de Antônio Francisco dos Santos Júnior, forma subprefeitos: Dr. Arnaldo de Andrade Bejamim Golfe, Mario Monteiro, João Macedo, Aristides Cruz, José Teixeira Mendonça e Martiniano Cruz. Depois que Guaiçara passou a município, foi seu prefeito: 1° Fausto Longo Batista Pereira, tendo como secretária e tesoureira: Rhode Oliveira Dias; 2° Martiniano Cruz, tendo como secretario e tesoureiro: Heraldo Luiz Duarte; como contador: Geraldo Silva e, como segundo secretário: Mario Monteiro Paschoal; 3° Martiniano Bittencourt; 4° Martiniano cruz; 5° Heraldo Luiz Duarte; 6° Massao Kawahara, Secretário Alaor Ribeiro; 7° Geraldo Bittencourt Leão.